Um estudo realizado pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo) revelou os prejuízos econômicos e sociais que a corrupção causa ao País. O valor chega a R$ 69 bilhões de reais por ano.
Como seria o quadro, não fosse o preço alto que pagamos pela corrupção:
Educação - O número de matriculados na rede pública do ensino fundamental saltaria de 34,5 milhões para 51 milhões de alunos. Um aumento de 47,%, que incluiria mais de 16 milhões de jovens e crianças.
Saúde - Nos hospitais públicos do SUS, a quantidade de leitos para internação, que hoje é de 367.397, poderia crescer 89%, que significariam 327.012 leitos a mais para os pacientes.
Saneamento - A quantidade de domicílios atendidos, segundo a estimativa atual do PAC, é de 22.500.00. O serviço poderia crescer em 103,8%, somando mais casas com esgotos. Isso diminuiria os riscos de saúde na população e a mortalidade infantil.
Infraestrutura - Os 2.518 km de ferrovias, conforme as metas do PAC, seriam acrescidos de 13.230 km, aumento de 525% para escoamento de produção. Os portos também sentiriam a diferença, os 12 que o País possui poderiam saltar para 184, um incremento de 1537%. Além disso, o montante absorvido pela corrupção poderia ser utilizado para a construção de 277 novos aeroportos, um crescimento de 1383%.
Mas quase ninguém fica preso por corrupção no Brasil
687 pessoas estão presas por corrupção no Brasil. Isso representa0,12% do total de presos no país, de 549.000.
É chato falar em números. Fica como se você estivesse experimentando fragrâncias de perfumes. Uma hora embola tudo.
Mas a verdade é que o Brasil seria um país de primeiro mundo não fosse a famigerada corrupção.
A solução é fiscalização. Concurso público para fiscais em todos os setores. O latifundiário, o empresário do agronegócio, o banqueiro, o industriário, o grande exportador que recorre ao financiamento público precisa ter no seu pé um auditor ou fiscal chato e detalhista. As prestações de contas tanto do grande tomador de empréstimo quanto do político e até daquele servidor que faz uma viagem e recebe diárias ou que usa o cartão corporativo, tem que ser minuciosamente detalhada e bem explicada.
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